quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Saudade


Sempre estiveste comigo,
Até mesmo quando não precisei,
Tu estiveste comigo…


Agora que estou só,
Agora que me sinto angustiada,
Agora que estou totalmente arrasada,
Tu não estás…


Não te sinto,
Não te ouço,
Nem tão pouco te vejo…
Porquê?
Sempre fui tua amiga,
Sempre te aconselhei,
Nunca te deixei.

Sinto falta do teu carinho,
Sinto falta do teu amor.
Tenho saudades de ouvir a tua voz,
De sentir o teu cheiro,
O teu calor…


Onde estás?
Porque não vens?
Não me deixes sozinha,
Tenho medo da solidão…

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Fantasma da ópera



Intenso, apaixonante, tocante...


Para mim o melhor musical alguma vez feito. ADORO.

domingo, 25 de novembro de 2007

Ilumina-me

Cada vez mais apaixonada pela música de Pedro Abrunhosa.

Fantástico, fantástico...

O filme está um pouco extenso mas a música é que interessa.

Grande homem, grande poeta, grande música.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A magia da arte gestual

Sem ti


A viola toca…
Toca, suave e lenta
Como se esperasse algo…
E eu aqui estou,
Sem ti.

Procuro não pensar,
Mas o meu coração sente…
Tento procurar-te
Erguendo o olhar sobre
O horizonte, e nada,
Tu não estás.
Mas será que virás?

A viola toca,
Agora mais expressiva
Como se procurasse algo.
E eu, ao som da viola
E com o olhar fixo a um copo
Ouço,
Choro,
E espero…
Um dia vou encontrar-te!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Os livros e as histórias


“Quem nunca se escondeu por debaixo dos cobertores da cama a ler à luz da lanterna eléctrica, depois de o pai ou a mãe ou qualquer outro adulto lhe ter apagado a luz, com o argumento bem-intencionado de que são horas de ir para a cama, pois no dia seguinte é preciso levantar cedo...
Quem nunca chorou, às escondidas ou diante toda a gente, lágrimas amargas porque uma história maravilhosa chegou ao fim e é preciso dizer adeus a personagens na companhia das quais se viveram tantas aventuras, que se amaram e admiraram, pelas quais se temeu e ansiou, e sem cuja companhia a vida parece vazia e sem sentido....
Quem não conhece tudo isto por experiência própria provavelmente não pode compreender o que Bastian fez em seguida...”


Fragmento de A história interminável, Michael Ende



Este é um dos meus fragmentos favoritos.

É verdade, recordo-me perfeitamente das aventuras que passei com um livro, e que ainda passo.

Há dias, posso mesmo dizer à anos, ia no comboio a ler aquele que passou a ser o meu livro para sempre, Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, quando dei por mim a chorar compulsivamente, levando um senhor a perguntar se eu estava bem.

É que estava a sentir exactamente o que as personagens sentiam, o cheiro, a fome, a angústia...

Foi único, e tenho a certeza que mais ninguém sentiu o que eu senti, porque os livros são assim mesmo, transmissores de sentimentos únicos.


É por isso que contar histórias é importante. Não me digam que não incentiva à leitura, porque eu leio desde que comecei a ouvir histórias em pequena.

Contar histórias é o salto para o livro, a criança ao chegar a uma certa idade, sente necessidade de viver as suas experiências sozinho, por isso recorre ao livro.

Talvez por isso me tenha tornado contadora de histórias porque, tive necessidade de transmitir o que sentia ao ler os livros sozinha.



Pelo sonho é que vamos, bem me disse o escritor António Mota e eu acredito...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Quem me leva os meus fantasmas



Porque será que as pessoas (ditas normais) continuam a fingir que estas pessoas não existem.

Passam por elas, olhando para o lado como se nada estivesse mal...

Não entendo... bastava dar uma mão, um pedaço de pão ou simplesmente um abraço.

Obrigado Pedro, por cantares e mostrares aquilo que todos nós sabemos que existe mas, por vezes preferimos voltar as costas para não sofrermos.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Amo-te


Hoje estava sol,
Quis estar contigo mas tu não estavas,
Ou não querias estar…
O meu coração sofre,
Tudo porque ama e quer ser amado.
E logo hoje que tudo estava preparado,
Tudo estava sentido.
Sabia exactamente o que dizer
E como dizer…
Amo-te
Unicamente Amo-te.
Nunca o disse a ninguém
E hoje, logo hoje,
Tu não estavas…
Mais uma vez o meu coração sofre,
Tudo porque tem esta palavra para dizer,
Tudo porque sente aquilo que nunca sentiu.

Hoje tu não estavas,
E no meu coração continua,
Aquela palavra suspensa,
Louca por sair e dizer
AMO-TE

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Pensamentos



Páro,
Penso...
Julgo que estou sozinha,
Mas vejo em mim a companhia...
Puros pensamentos
Inundam o meu ser...
Não sei quem sou,
Nem tão pouco,
Sei o que quero...
Apenas sei que sou sonhadora
E por isso
Quero voar, voar...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Hipocrisia


Se pelo menos pudesse falar,
Diria tudo o que me vai na alma.
Diria que não acredito na realidade,
Que a imaginação é que me acalma...

Gritava: BASTA!!!

Não quero mais guerra,
Não suporto a hipocrisia,
O mundo precisa de paz, sinceridade e união.

Mas como não posso falar,
A sociedade não autoriza
Vivo nos pensamentos, e lá…
Posso e consigo mudar o mundo,
Posso e consigo melhorar o mundo,
Posso e consigo unir as mãos dos homens,
E fazê-los acreditar que somos todos iguais
Que ninguém é mais que ninguém.
Abaixo a hipocrisia!