domingo, 25 de novembro de 2007

Ilumina-me

Cada vez mais apaixonada pela música de Pedro Abrunhosa.

Fantástico, fantástico...

O filme está um pouco extenso mas a música é que interessa.

Grande homem, grande poeta, grande música.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A magia da arte gestual

Sem ti


A viola toca…
Toca, suave e lenta
Como se esperasse algo…
E eu aqui estou,
Sem ti.

Procuro não pensar,
Mas o meu coração sente…
Tento procurar-te
Erguendo o olhar sobre
O horizonte, e nada,
Tu não estás.
Mas será que virás?

A viola toca,
Agora mais expressiva
Como se procurasse algo.
E eu, ao som da viola
E com o olhar fixo a um copo
Ouço,
Choro,
E espero…
Um dia vou encontrar-te!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Os livros e as histórias


“Quem nunca se escondeu por debaixo dos cobertores da cama a ler à luz da lanterna eléctrica, depois de o pai ou a mãe ou qualquer outro adulto lhe ter apagado a luz, com o argumento bem-intencionado de que são horas de ir para a cama, pois no dia seguinte é preciso levantar cedo...
Quem nunca chorou, às escondidas ou diante toda a gente, lágrimas amargas porque uma história maravilhosa chegou ao fim e é preciso dizer adeus a personagens na companhia das quais se viveram tantas aventuras, que se amaram e admiraram, pelas quais se temeu e ansiou, e sem cuja companhia a vida parece vazia e sem sentido....
Quem não conhece tudo isto por experiência própria provavelmente não pode compreender o que Bastian fez em seguida...”


Fragmento de A história interminável, Michael Ende



Este é um dos meus fragmentos favoritos.

É verdade, recordo-me perfeitamente das aventuras que passei com um livro, e que ainda passo.

Há dias, posso mesmo dizer à anos, ia no comboio a ler aquele que passou a ser o meu livro para sempre, Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, quando dei por mim a chorar compulsivamente, levando um senhor a perguntar se eu estava bem.

É que estava a sentir exactamente o que as personagens sentiam, o cheiro, a fome, a angústia...

Foi único, e tenho a certeza que mais ninguém sentiu o que eu senti, porque os livros são assim mesmo, transmissores de sentimentos únicos.


É por isso que contar histórias é importante. Não me digam que não incentiva à leitura, porque eu leio desde que comecei a ouvir histórias em pequena.

Contar histórias é o salto para o livro, a criança ao chegar a uma certa idade, sente necessidade de viver as suas experiências sozinho, por isso recorre ao livro.

Talvez por isso me tenha tornado contadora de histórias porque, tive necessidade de transmitir o que sentia ao ler os livros sozinha.



Pelo sonho é que vamos, bem me disse o escritor António Mota e eu acredito...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Quem me leva os meus fantasmas



Porque será que as pessoas (ditas normais) continuam a fingir que estas pessoas não existem.

Passam por elas, olhando para o lado como se nada estivesse mal...

Não entendo... bastava dar uma mão, um pedaço de pão ou simplesmente um abraço.

Obrigado Pedro, por cantares e mostrares aquilo que todos nós sabemos que existe mas, por vezes preferimos voltar as costas para não sofrermos.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Amo-te


Hoje estava sol,
Quis estar contigo mas tu não estavas,
Ou não querias estar…
O meu coração sofre,
Tudo porque ama e quer ser amado.
E logo hoje que tudo estava preparado,
Tudo estava sentido.
Sabia exactamente o que dizer
E como dizer…
Amo-te
Unicamente Amo-te.
Nunca o disse a ninguém
E hoje, logo hoje,
Tu não estavas…
Mais uma vez o meu coração sofre,
Tudo porque tem esta palavra para dizer,
Tudo porque sente aquilo que nunca sentiu.

Hoje tu não estavas,
E no meu coração continua,
Aquela palavra suspensa,
Louca por sair e dizer
AMO-TE

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Pensamentos



Páro,
Penso...
Julgo que estou sozinha,
Mas vejo em mim a companhia...
Puros pensamentos
Inundam o meu ser...
Não sei quem sou,
Nem tão pouco,
Sei o que quero...
Apenas sei que sou sonhadora
E por isso
Quero voar, voar...