segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Aldeia

Gostaria de vos propor uma visita a um site que encontrei por acaso mas, que tem um excelente conteúdo.


domingo, 28 de dezembro de 2008

Deolinda

A música portuguesa a provar o seu talento!

"Clandestino"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A estrela que queria conhecer a terra






Conta-se que há muitos anos, uma jovem estrela, resolveu ir à terra para conhecer o mundo dos homens.
Para isso teve de pedir autorização à estrela de todas as estrelas, o sol.
- Gostava muito de conhecer o planeta terra, os homens e tudo o que fazem lá.
- Mas acho que ainda é muito cedo, estrela. És muito nova para ir a esse planeta. Porque não vais antes visitar Vénus ou Júpiter? – Perguntou o sol.
- Não, eu quero mesmo é ir à terra. Quero perceber porque razão é um mundo tão poluído. Não vês? Existe uma enorme nuvem de fumo, preciso de saber. – Insistiu a estrela.

O sol não queria, porque sabia que a estrela se ia arrepender, mas não pôde recusar, era um sonho muito grande que aquela jovem estrela tinha.

- Pois então dou-te um dia para visitares a terra, ouviste? Apenas um dia. Não quero que voltes poluída para o universo.
- VIVA!!! Eu sabia que não ias recusar. Obrigado...

E lá foi a jovem estrela para um mundo totalmente desconhecido.
Vestiu-se tal como os homens, umas calças, uma camisola, um chapéu e uns óculos para que não pudessem ver o seu brilho.
Durante a sua descida até à terra, pensava no que queria ver, o que queria conhecer, com quem queria brincar e conversar.
Sabia que não ia ser fácil porque ninguém a conhecia, mas pensava na simpatia que os homens têm. Mas, ao chegar à terra, começou logo a tossir sem conseguir parar e percebeu que não era como tinha sonhado.

- Meu deus, como é que conseguem viver assim?

Por fim começou a sua caminhada pela terra.
Lá viu a correria em que andavam as pessoas que quase nem se falavam.
Viu os carros, as motos, os comboios e os aviões a um a velocidade que nem no universo é possível.
Viu fábricas a cuspirem fumo, formando enormes nuvens cinzentas, assim entendeu porque é que lá de cima via aquelas nuvens que pareciam estar sempre a chover.
As crianças, essas tão ocupadas com a televisão nem olhavam para o lado.
A estrelinha ainda quis brincar, mas nenhuma criança olhava, todas preferiam ficar sentadas.
Mas o que mais a impressionou, foi o país que visitou em que atiravam bombas uns aos outros, destruindo casas e matando milhares de pessoas.
Perguntava de si para si: PORQUÊ?, com uma lágrima a cair.
Sem se poder conter mais, a jovem estrela regressou de imediato ao universo e escondeu-se a chorar e a pensar em tudo o que tinha visto.
O rei do universo, o sol, ia a passar quando ouviu soluços e foi espreitar. Ao ver a jovem estrelinha perguntou admirado:

- Então já aqui estás? Vieste mais cedo. Estás a chorar porquê?
- Sol, nunca mais lá quero voltar. Os homens são muito estranhos, não se falam, olham para o chão como se tivessem medo de ver, há muita poluição e pior matam-se uns aos outros, até mesmo crianças, sem lógica nenhuma! Porquê sol? Explica-me.

O sol ao ver toda a aflição da estrela explicou:

- Querida estrela, tu ainda és muito jovem é natural que não entendas a vida dos homens, a maior parte das crianças que lá vivem também não entendem.
Isso acontece porque os homens são muito ambiciosos, querem tudo para eles. Aquele mundo precisa que alguém distribua amor para alguns e castigos para os que são egoístas, ambiciosos e inimigos. É por isso que eu não queria que fosses à terra...
- Desculpa sol, mas eu tinha de ver e conhecer aquele fantástico mundo, tão destruído. Prometo que nunca mais lá volto. Prefiro viver aqui junto de todas as estrelas porque elas são amigas e simpáticas, e tu sol, reinas com toda a justiça, mantendo a paz no universo... Quem sabe um dia não vás à terra e consigas unir todos os homens...
- Quem sabe... – Respondeu o sol à estrela já adormecida.
Mas mesmo já a adormecer, abriu um olho e perguntou ao sol:
- O que são aqueles quadrados para onde as crianças olham horas sem fim…
- São televisões. Lá podem ver o que acontece no mundo inteiro e podem também divertir-se com desenhos animados muito engraçados, embora alguns um pouco violentos…
- Quis brincar com elas mas nem olharam para mim, fiquei muito triste.
- Pois é, a televisão por vezes faz com que as crianças se esqueçam dos amigos. Mas agora dorme estrela, estás muito cansada.

- Boa noite Sol, a Lua já aí está a chegar.
E, ao colo do sol, sonhou com uma vida melhor para a terra e para as crianças que nela habitam.
Enfim, sonhou com tudo aquilo que todos nós gostaríamos de ter no nosso planeta:

AMOR – PAZ – CARINHO

Goreti Meca

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Natal


O Natal comercial começou!

Onde está aquele natal em que as crianças estavam ansiosas que as famílias se juntassem para fazer doces maravilhosos e, onde se conversava tudo o que durante o ano se passava?

Onde está aquele natal em que as crianças viviam ansiosas por ver se o Pai Natal colocava alguma prenda no sapatinho, ou uma simples boneca ou chocolate?

Hoje tudo é diferente. As crianças, já não precisam de ficar ansiosas porque, a maioria sabe que terá aquilo que quer, sem ter de se esforçar muito.

Claro está que, existem alguns que infelizmente, (ou talvez não), não são presenteados com todos aqueles brinquedos que apenas servem para alimentar a sua ganância e individualidade.


Mas enfim, os tempos são outros e, confesso que ainda não me habituei a isso.

Penso que ainda é possível viver num mundo em que as meninas brincam às bonecas e os rapazes aos carrinhos ou então às escondidas.


Confesso que, tenho saudades desses tempos embora saiba, que a evolução faz parte do mundo e devemos acompanhá-la. É o que tento fazer...


Assim sendo, desejo um Feliz Natal a todos e peço que ajudem a transportar esta época para os outros dias do ano. De certeza que seríamos muito mais felizes.

sábado, 15 de novembro de 2008

Rob Gonsalves

Rob Gonsalves É um pintor canadiano de realismo mágico. Nasceu em Toronto, Canadá, em 1959. Influenciado por Dalí pretende juntar numa só imagem a realidade e a imaginação.
A arte surrealista deslumbra-me e, de facto, este artista, cria imagens fantásticas, apreciadas por todo o mundo.




segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Portugal sempre actual


No ano de 1871, Eça de Queirós disse:

«Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: “o país está perdido!”
Algum opositor do actual governo?... Não!»

(Como continua tão actual!)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O que é o mobbing?

Hoje assisti a um debate na Sic sobre mobbing. Fiquei atenta porque nunca tinha ouvido falar em tal palavra embora, tenha percebido imediatamente que, conheço esse significado bem de perto.

O que é o mobbing?

Violência moral ou psíquica no trabalho: actos, atitudes ou comportamentos de violência moral ou psíquica em situação de trabalho, repetidos ao longo do tempo de maneira sistemática ou habitual, que levam à degradação das condições de trabalho idôneo, comprometendo a saúde ou o profissionalismo ou ainda a dignidade do trabalho.

Por que existe o mobbing?

Na maioria dos casos, na origem das situações está o dinheiro: gorjetas, gratificações, trabalhos paralelos etc, que alguns, em virtude da própria posição, exigem e consideram justo pedir. Em algumas ocasiões, pode ser também que na origem do mobbing esteja algum preconceito (por ser gordo, p.ex.). Outras vezes, o mobbing atinge algum empregado “rebelde” quando, por exemplo, o mesmo rejeita trabalhar de domingo, apelando para o seu contrato de trabalho.

É preciso, contudo, distinguir o mobbing de alguns comportamentos semelhantes como o bossing (uma espécie de mobbing entre chefes de trabalho), o protecionismo dos quartéis, a sedução sexual das secretárias que não querem submeter-se a tanto. Todos estes casos manifestam somente sintomas de mobbing.

O mobbing refere-se à vontade de libertar-se da pessoa incómoda através do afastamento/aposentadoria ou da demissão. No início, o fenómeno é vertical: do chefe ao empregado. Mas, em certos momentos, também passa a ser horizontal, entre os colegas de trabalho.

O quê o mobbing provoca?

Muitos danos: ansiedade, insônia, depressão, e, nos casos mais graves, distúrbios (algumas vezes irreversíveis) da psique, além do aparecimento de patologias como eczemas, erupções cutâneas, tumores....

O que fazer diante do mobbing?

Duas coisas: resistir (resistir, resistir, resistir) e recolher provas. Por quê? Porque as firmas começarão a parar de usar o mobbing quando os juízes julgarem as firmas e lhes derem alguma sentença pesada.